Categoria: Mário Quintana (Haicais)

Mostrando postagens com marcador Mário Quintana (Haicais).
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O verso (Mário Quintana)

O verso
(Mário Quintana)

O verso é um doido cantando sozinho.
Seu assunto é o caminho. E nada mais!
O caminho que ele próprio inventa…

Em O livro de haicais/ Mário Quintana; organização Ronald Polito,
Editora Globo S. A., São Paulo (SP) Brasil, 1ª edição, 2009.

Libertação (Mário Quintana)

Libertação
(Mário Quintana)

A morte é a libertação total:
a morte é quando a gente pode, afinal,
estar deitado de sapatos…

Em O livro de haicais/ Mário Quintana; organização Ronald Polito,
Editora Globo S. A., São Paulo (SP) Brasil, 1ª edição, 2009.

Outro retrato (Mário Quintana)

Outro retrato
(Mário Quintana)

Ela era branca branca branca
dessa brancura que não se usa mais…
Mas tinha a alma furta-cor.

Em O livro de haicais/ Mário Quintana; organização Ronald Polito,
Editora Globo S. A., São Paulo (SP) Brasil, 1ª edição, 2009.

A laranja (Mário Quintana)

A laranja
(Mário Quintana)

A laranja cortada ao meio,
úmida de amor, anseia pela outra…
É assim, é bem assim que eu te desejo!

Em O livro de haicais/ Mário Quintana; organização Ronald Polito,
Editora Globo S. A., São Paulo (SP) Brasil, 1ª edição, 2009.

Hai-kai (Mário Quintana)

Hai-kai
(Mário Quintana)

No meio da ossaria
uma caveira piscava-me…
(Havia um vaga-lume dentro dela.)

Em O livro de haicais/ Mário Quintana; organização Ronald Polito,
Editora Globo S. A., São Paulo (SP) Brasil, 1ª edição, 2009.

O adolescente (Mário Quintana)

O adolescente
(Mário Quintana)

Adolescente, olha! a vida é bela!
A vida é bela… e anda nua…
Vestida apenas com o teu desejo.

Em O livro de haicais/ Mário Quintana; organização Ronald Polito,
Editora Globo S. A., São Paulo (SP) Brasil, 1ª edição, 2009.

Estranheza (Mário Quintana)

Estranheza
(Mário Quintana)

Os vivos e os mortos
sempre tivemos uma coisa em comum:
não acreditamos muito uns nos outros…

Em O livro de haicais/ Mário Quintana; organização Ronald Polito,
Editora Globo S. A., São Paulo (SP) Brasil, 1ª edição, 2009.

S.O.S. (Mário Quintana)

S.O.S.
(Mário Quintana)

O poema é uma garrafa de náufrago jogada ao mar.
Quem a encontra
salva-se a si mesmo…

Em O livro de haicais/ Mário Quintana; organização Ronald Polito,
Editora Globo S. A., São Paulo (SP) Brasil, 1ª edição, 2009.

Elegia urbana (Mário Quintana)

Elegia urbana
(Mário Quintana)

Rádios. Tevês.
Goooooooooooooooooooooolo!!!
(o domingo é um cachorro escondido debaixo da cama.)

Em O livro de haicais/ Mário Quintana; organização Ronald Polito,
Editora Globo S. A., São Paulo (SP) Brasil, 1ª edição, 2009.

Hai-kai (Mário Quintana)

Hai-kai
(Mário Quintana)

Rosa suntuosa e simples,
como podes estar tão vestida
e ao mesmo tempo inteiramente nua?

Em O livro de haicais/ Mário Quintana; organização Ronald Polito,
Editora Globo S. A., São Paulo (SP) Brasil, 1ª edição, 2009.

O túnel (Mário Quintana)

O túnel
(Mário Quintana)

Às vezes
o longo túnel do sono é iluminado, apenas,
pelos olhos verdes dos fantasmas…

Em O livro de haicais/ Mário Quintana; organização Ronald Polito,
Editora Globo S. A., São Paulo (SP) Brasil, 1ª edição, 2009.

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