Categoria: Mardilê Friedrich Fabre (Rondel)

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Entardecer (Mardilê Friedrich Fabre)

Entardecer
(Mardilê Friedrich Fabre)

Assisto ao entardecer
da janela da varanda.
Vejo o sol desaparecer.
No céu, uma nuvem anda.

No alpendre, nossa alamanda
enroscada, quer viver.
Assisto ao entardecer
da janela da varanda.

Longe… ouço o sino tanger…
Perto… aroma de lavanda…
O lusco-fusco sorver
tanta beleza demanda.
Assisto ao entardecer…

Postado no Recanto das Letras
Código do texto: T2784261

Encontrei a felicidade (Mardilê Friedrich Fabre)

Encontrei a felicidade
(Mardilê Friedrich Fabre)

Encontrei felicidade
nos teus olhos cor de mel
que passam serenidade
e que eu declamo em rondel.

Em mim imprimo a cinzel
também tua habilidade.
Encontrei felicidade
nos teus olhos cor de mel.

Percebo graciosidade
para a qual não há broquel.
És uma celebridade
que não precisa cartel.
Encontrei felicidade.

Postado no Recanto das Letras
Código do texto: T1565032

Em busca da felicidade… (Mardilê Friedrich Fabre)

Em busca da felicidade…
(Mardilê Friedrich Fabre)

Procuro a felicidade,
vivendo cada momento
com tanta intensidade
que, às vezes, vira fragmento…

Assola-me um sentimento
de pura inconformidade…
Procuro a felicidade,
vivendo cada momento…

Por mais afetividade
que demonstre no acalento,
encontro fragilidade
de qualquer entrosamento.
Procuro a felicidade…

Postado no Recanto das Letras
Código do texto: T498574

Cúmplices (Mardilê Friedrich Fabre)

Cúmplices
(Mardilê Friedrich Fabre)

Na nossa vida, não havia enfado,
cúmplices, seguíamos o caminho.
Nossas pegadas, sempre lado a lado,
não tínhamos sentimento mesquinho.

Das situações tirávamos o espinho,
o desgosto, no afago, era apagado.
Na nossa vida, não havia enfado.
Cúmplices, seguíamos o caminho.

O tempo seguia desapiedado,
e o destino, como um redemoinho,
cortou nossa sorte com seu cajado,
e eu fiquei só no mundo em burburinho.
Na nossa vida, não havia enfado.

Postado no Recanto das Letras
Código do texto: T1601700

Com açúcar e com afeto (Mardilê Friedrich Fabre)

Com açúcar e com afeto
(Mardilê Friedrich Fabre)

O céu acordou chorando,
levando-me a recordar
de um tempo feliz e brando,
quando era simples mimar.

Era bolinhos fritar
e a meninada traçando…
O céu acordou chorando,
levando-me a recordar.

Com afeto e com açúcar,
e servidos fumegando…
O prazer era provar,
tarde afora degustando.
O céu acordou chorando.

Postado no Recanto das Letras
Código do texto: T1567176

Bailarina (Mardilê Friedrich Fabre)

Bailarina
(Mardilê Friedrich Fabre)

Tímida espera a bailarina
o momento de em cena entrar.
Vestida como Colombina
mal sente seu Pierrot chegar.

Ambos formam perfeito par…
Corações atrás da cortina…
Tímida espera a bailarina
o momento de em cena entrar.

Na realidade, triste sina,
no palco vão representar
da vida essa mesma rotina
que a arte não pode mudar.
Tímida espera a bailarina.

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Código do texto: T234383

Amor adormecido (Mardilê Friedrich Fabre)

Amor adormecido
(Mardilê Friedrich Fabre)

Em uma cruzada de olhar
foi que um imenso amor nasceu.
Não houve tempo pr’a pensar
só sei que tudo escureceu.

Teu sorriso me enterneceu
conseguiste me emocionar.
Em uma cruzada de olhar
foi que um imenso amor nasceu.

Hoje do passado a lembrar
sinto que algo ainda não morreu.
Há vontade de te encontrar,
logo nem tudo esmoreceu
em uma cruzada de olhar.

Postado no Recanto das Letras
Código do texto: T598857

Amizade virtual (Mardilê Friedrich Fabre)

Amizade virtual
(Mardilê Friedrich Fabre)

Nossa amizade é virtual.
Sua alma, conheço-a bem.
Com cadência especial,
revela-a para outros também.

Seria egoísmo alguém
guardar esta arte natural.
Nossa amizade é virtual.
Sua alma, conheço-a bem.

De maneira incondicional,
o que sua mente contém
transfere pelo emocional
e um doce coração retém.
Nossa amizade é virtual.

Postado no Recanto das Letras
Código do texto: T320597

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