Categoria: José Eduardo M. Camargo

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Libertação (José Eduardo Mendes Camargo)

Libertação
(José Eduardo Mendes Camargo)

O que mais me fascina em ti
não são estes teus olhos lindos
e cheios de mistério
nem teu cheiro gostoso
e tua pele macia — plena de arrepios
tampouco os teus gestos sensuais
e os teus lábios úmidos de desejo.

O que mais me atrai em ti
é a tua lágrima de alegria
o teu sussurro de prazer
e o teu grito de liberdade!

Em Luminescências/ José Eduardo Mendes Camargo,
Massao Ohno Editor, São Paulo (SP) Brasil, 1994, pág. 12.

Flanando (José Eduardo Mendes Camargo)

Flanando
(José Eduardo Mendes Camargo)

Voa borboleta, voa;
bate as asas liberdade.
Nas tuas cores a beleza,
nos teus movimentos a graça.

Dança bailarina, dança;
solta tua alma e voa.
No teu movimento o amor,
nos teus olhos a saudade.

Em Sonhos/ José Eduardo Mendes Camargo,
Massao Ohno Editor, São Paulo (SP), 1991, pág. 27.

Basta de sonhos (José Eduardo Mendes Camargo)

Basta de sonhos
(José Eduardo Mendes Camargo)

Basta de sonhos,
desejos
e loucuras imaginadas.

Não mais a quero como musa
infinitamente bela e etérea,
a inspirar mil poemas e devaneios.

Desejo-a fêmea e próxima,
qual animal na plenitude dos desejos.

Quero-a nua e inteira,
em suas loucuras e fantasias,
dançando o nosso ritual do amor.

Quero beijar todo o universo de seu corpo,
dele beber o néctar de seus fluidos
para juntos vivermos o frenesi
de corpos abandonados.

Quero possuí-la selvagemente,
para juntos resgatarmos
todos os orgasmos cósmicos que tivemos.

Em Sonhos/ José Eduardo Mendes Camargo,
Massao Ohno Editor, São Paulo (SP), 1991, pág. 69.

Antes de te tocar (José Eduardo Mendes Camargo)

Antes de te tocar
(José Eduardo Mendes Camargo)

Antes de te tocar,
quero ao menos um minuto de silêncio
para me despir de todas as máscaras e cargas da vida
e então estar totalmente presente.

Antes de te tocar,
quero fitar-te longamente
como que para me conscientizar,
de que desta vez não se trata apenas de um sonho a mais.

Antes de te tocar,
quero me inebriar no aroma da tua presença
para só então,
quando tomados por uma onda de magia,
nos entregarmos totalmente.

Em Sonhos/ José Eduardo Mendes Camargo,
Massao Ohno Editor, São Paulo (SP), 1991, pág. 65.

Jardim de sensações (José Eduardo Mendes Camargo)

Jardim de sensações
(José Eduardo Mendes Camargo)

Deslumbrado e indeciso
encontrava-me diante de um jardim.
Queria colher uma flor.
Enquanto meus olhos fitavam
a exuberância da Hortência,
a brisa dava graça aos movimentos da Margarida
e espalhava o aroma forte da singular Angélica;
e da Rosa, sempre dela,
emanava um clima de paixão.

Sorrateiramente, tu chegaste
e me colheste na plenitude de meus sentidos.

Em Sonhos/ José Eduardo Mendes Camargo,
Massao Ohno Editor, São Paulo (SP), 1991, pág. 47.

A rosa e a vida (José Eduardo Mendes Camargo)

A rosa e a vida
(José Eduardo Mendes Camargo)

A rosa e a vida têm muito em comum.
Se a tomarmos de assalto,
arriscamo-nos a nos ferir com seus espinhos;
se a elas nos achegarmos suavemente,
tocaremos a maciez de suas pétalas,
sonharemos com a beleza de suas formas e cores
e despertaremos com a suavidade de seu perfume.

Em Sonhos/ José Eduardo Mendes Camargo,
Massao Ohno Editor, São Paulo (SP), 1991, pág. 41.

Encantamento (José Eduardo Mendes Camargo)

Encantamento
(José Eduardo Mendes Camargo)

Fechei os olhos para me proteger
de tua presença sedutora,
mas qual o quê, foi aí que me danei.
Surgiste evanescente, flutuando no horizonte, qual
estrela ascendente trazendo novas luzes ao firmamento.
O teu corpo tinha mais forma e graça
que a nuvem esculpida pelo vento.
Os teus olhos, mais ternura que as noites de lua cheia.
Então, vencido por este encantamento,
abri os olhos e me entreguei.

Em Delírios/ José Eduardo Mendes Camargo, Massao Ohno Editor,
São Paulo (SP), Brasil, 1992, pág. 55.

Cigana (José Eduardo Mendes Camargo)

Cigana
(José Eduardo Mendes Camargo)

Chegaste tímida, descalça e com lascívia no andar
e cantaste e tocaste a minha alma
e dançaste e provocaste o meu desejo
e simulaste, insinuaste e dissimulaste
e súbito olhaste no fundo de meus olhos e me desnudaste.
E as nossas células em rebelião bailaram de prazer
e suspiraste e mergulhaste e te abandonaste
na alegria de se saber mulher e desejada.
E de repente, sumiste e não mais voltaste.
E até hoje permaneceste na beleza e sensualidade
de todas as mulheres.

Em Delírios/ José Eduardo Mendes Camargo, Massao Ohno Editor,
São Paulo (SP), Brasil, 1992, pág. 53.

Você chegou (José Eduardo Mendes Camargo)

Você chegou
(José Eduardo Mendes Camargo)

Você chegou com esse seu jeito de menina moça,
corpo bonito, andar elegante
e gestos cheios de encanto.
Você chegou com um olhar de tristeza,
momentos de ausência e intensa presença.
Você chegou com esse seu modo
franco, suave, espalhando e despertando
afeto e carinho.
Você chegou com esse seu cheiro gostoso,
pele macia e lábios carnosos de tanta volúpia.
Você chegou como que retornando de uma longa ausência
povoada das melhores lembranças.

Em Delírios/ José Eduardo Mendes Camargo, Massao Ohno Editor,
São Paulo (SP), Brasil, 1992, pág. 52.

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