As rosas XIX (Rainer Maria Rilke)

As rosas
XIX
(Rainer Maria Rilke)

Rosa, toda ardente e clara todavia,
que deveria se chamar relicário
de Santa-Rosa…, rosa que irradia
esse cheiro perturbador de santa nua.

Rosa nunca mais tentada, desconcertante
por sua paz interna; derradeira amante
tão longe de Eva, de seu primeiro alerta –
rosa que contém a queda infinitamente.

Em As rosas/ Rainer Maria Rilke; tradução e prefácio Janice Caiafa,
Livraria Sette Letras Ltda., Rio de Janeiro, (RJ) Brasil, 1996, pág. 37.

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