Alvorada Eterna (J. G. de Araújo Jorge)

Alvorada Eterna
(J. G. de Araújo Jorge)

Quando formos os dois já bem velhinhos
já bem cansados, trôpegos, vencidos,
um ao outro apoiados, nos caminhos
depois de tantos sonhos percorridos…

Quando formos os dois já bem velhinhos
a lembrar tempos idos e vividos,
sem mais nada colher, nem mesmo espinhos
nos gestos desfolhados e pendidos…

Quando formos os dois já bem velhinhos
lá onde findam todos os caminhos
e onde a saudade, o chão, de folhas junca,

olha, amor, os meus olhos, bem no fundo,
e hás de ver que este amor em que me inundo
é uma alvorada que não morre nunca!

Em Os mais belos poemas que o amor inspirou IV/ J. G. de Araújo Jorge, 4ª edição,
Editora Rideel Ltda., São Paulo (SP) Brasil, pág. 95.

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