Flores Encarnadas (Deborah Brennand)

Flores Encarnadas
(Deborah Brennand)

Os súditos das flores encarnadas
com fitas de ouro lançam os caules
e a raiz, do silêncio ergue a folha
na tímida fresta do mármore.
Coisas de amor.

Um dia alguém saiu a procurar
lembranças de vôos. Lembranças,
onde aves trincam céus e opalas
ou na muralha que avara guarda
corolas abertas de ocasos.

Já que chegas de onde não sei, fala:
dize que a terra é um pouso de estrelas,
as chuvas são grãos maduros d’água,
tudo eu creio e laço de fitas os caules
súdita que sou das flores encarnadas.

Em Poesia reunida/ Deborah Brennand,
Companhia Editora de Pernambuco, Recife (PE), Brasil
2007, pág. 457.

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