Vesperal (Onestaldo de Pennafort)

Vesperal
(Onestaldo de Pennafort)

Dentro do véu da tarde silenciosa,
os jardins adormecem a sonhar…
Choram, sonhando, a sorte de uma rosa
que vai morrer nos braços do luar.

Dentro do véu da tarde silenciosa,
alguém soluça, erguendo os braços no ar,
uma velha balada dolorosa
de um grande amor que ninguém soube amar…

Pela tristeza de um longínquo olhar,
dentro do véu da tarde silenciosa,
beijo uma sombra que me faz chorar.

Canta um repuxo na hora vaporosa…
Quantas flores ainda vão tombar
dentro do véu da tarde silenciosa…

Da obra original Escombros Floridos (1918-1921)/ Onestaldo de Pennafort.
Extraído de Poesia/ Onestaldo de Pennafort,
Distrib. Record de Serv. de Imprensa S.A., Rio de Janeiro, (RJ) Brasil,
1987, pág. 28.

Você pode gostar...

Send this to a friend