O último perfume (Onestaldo de Pennafort)

O último perfume
(Onestaldo de Pennafort)

Foi o passado, foi, que veio
a mim, como um amigo ausente,
só porque ouvi, no ambiente cheio
de um perfume de antigamente,

aquele Noturno dolente
que punha um susto no teu seio
e que eu ouvia atentamente,
como ora, em êxtase, escutei-o.

Foi o passado, a instante mágoa
da fonte em seu cântico de água
rindo e chorando no jardim…

Foi toda a história de uma vida,
de um lento acorde ressurgida
a um vago aroma de jasmim.

Da obra original Recapitulações/ Onestaldo de Pennafort (1934).
Extraído de Poesia/ Onestaldo de Pennafort,
Distrib. Record de Serv. de Imprensa S.A., Rio de Janeiro, (RJ) Brasil,
1987, pág. 150.

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