Meio-dia (Sophia de Mello Breyner Andresen)

Meio-dia
(Sophia de Mello Breyner Andresen)

Meio-dia. Um canto da praia sem ninguém.
O sol no alto, fundo, enorme, aberto,
tornou o céu de todo o deus deserto.
A luz cai implacável como um castigo.
Não há fantasmas nem almas,
e o mar imenso solitário e antigo
parece bater palmas.

Em Poesia/ Sophia de Mello Breyner Andresen, 5ª edição,
Editorial Caminho S.A., Lisboa, Portugal, 2005, pág. 14.

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