As rosas (Sophia de Mello Breyner Andresen)

As rosas
(Sophia de Mello Breyner Andresen)

Quando à noite desfolho e trinco as rosas
é como se prendesse entre os meus dentes
todo o luar das noites transparentes,
todo o fulgor das tardes luminosas,
o vento bailador das Primaveras,
a doçura amarga dos poentes,
e a exaltação de todas as esperas.

Em Dia do Mar/ Sophia de Mello Breyner Andresen,
Editorial Caminho S.A., Lisboa (PT), 5ª edição, 2005, pág. 17.

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