A águia (Théo Drummond)

A águia
(Théo Drummond)

A Clau Assi

A águia sabe o momento de parar:
arranca as penas gastas e, paciente,
aguarda que outras cresçam, no lugar,
para enfrentar os ares, novamente.

Não há nada mais belo do que o voar
da águia, de asas abertas, imponente.
Lá das alturas fica a procurar
o que precisa, pra que se alimente.

Trocar as velhas penas é entender
que a gente pode, mesmo com saudade,
ser feliz mesmo quando envelhecer.

E ao voltar a voar, sempre à vontade,
de alma nova, voltar a perceber,
que quem faz nosso vôo é a nossa idade.

Em Porta do Coração/ Théo Drummond, Caravansarai Editora Ltda.,
Rio de Janeiro (RJ) Brasil, 2008, pág. 46.

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