Descobertas (Basilina Pereira)

Descobertas
(Basilina Pereira)

Um vento vadio irrompe em minha janela,
trazendo alfinetes de neve
pra dançar em minha pele.
Um arrepio sensual invade meu corpo
e meus pensamentos travessos,
que desafiam o tempo e as vidraças.
Cortinas de vidro escondem segredos
que cintilam como archotes vermelhos,
na curiosidade astuta
dos verdes tempos: doces descobertas,
que saltarão sobre o medo dos deuses
e desafiarão a censura,
no doce aroma do fruto, que amadurece.
A sensualidade é uma gota de suor
que não tem tempo para cair.

Em Quase Poesia/ Basilina Pereira, LGE Editora Ltda.,
Brasília (DF) Brasil, 2009, pág. 81.

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