Celeste… É assim, divina, que te chamas… (Alphonsus de Guimaraens)

Celeste… É assim, divina, que te chamas…
(Alphonsus de Guimaraens)

Celeste… É assim, divina, que te chamas.
Belo nome tu tens, Dona Celeste…
Que outro terias entre humanas damas,
tu que embora na terra do céu vieste?

Celeste… E como tu és do céu não amas:
forma imortal que o espírito reveste
de luz, não temes sol, não temes chamas,
porque és sol, porque és luar, sendo celeste.

Incoercível como a melancolia,
andas em tudo: o sol no poente vasto
pede-te a mágoa do findar do dia.

E a lua, em meio à noite constelada,
pede-te o luar indefinido e casto
da tua palidez de hóstia sagrada.

Da obra original “Dona Mística”.
Extraído de Melhores poemas de Alphonsus de Guimaraens/
seleção de Alphonsus de Guimaraens Filho, 4ª edição,
Global Editora e Distribuidora Ltda.,São Paulo (SP) Brasil,
2001, pág. 30.

 

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