Rosas (Alphonsus de Guimaraens)

Rosas
(Alphonsus de Guimaraens)

Rosas que já vos fostes, desfolhadas
por mãos também que já se foram, rosas
suaves e tristes! Rosas que as amadas,
mortas também, beijaram suspirosas…

Umas rubras e vãs, outras fanadas,
mas cheias do calor das amorosas…
Sois aroma de alfombras silenciosas,
onde dormiram tranças destrançadas.

Umas brancas, da cor das pobres freiras,
outras cheias de viço e de frescura,
rosas primeiras, rosas derradeiras!

Ai! Quem melhor que vós, se a dor perdura,
para coroar-me, rosas passageiras,
o sonho que se esvai na desventura?

Da obra original “Pastoral aos Crentes do Amor e da Morte”.
Extraído de Melhores poemas de Alphonsus de Guimaraens/
seleção de Alphonsus de Guimaraens Filho, 4ª edição,
Global Editora e Distribuidora Ltda., São Paulo (SP) Brasil,
2001, pág. 107.

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