Cigana (José Eduardo Mendes Camargo)

Cigana
(José Eduardo Mendes Camargo)

Chegaste tímida, descalça e com lascívia no andar
e cantaste e tocaste a minha alma
e dançaste e provocaste o meu desejo
e simulaste, insinuaste e dissimulaste
e súbito olhaste no fundo de meus olhos e me desnudaste.
E as nossas células em rebelião bailaram de prazer
e suspiraste e mergulhaste e te abandonaste
na alegria de se saber mulher e desejada.
E de repente, sumiste e não mais voltaste.
E até hoje permaneceste na beleza e sensualidade
de todas as mulheres.

Em Delírios/ José Eduardo Mendes Camargo, Massao Ohno Editor,
São Paulo (SP), Brasil, 1992, pág. 53.

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