Rosa Vermelha (Théo Drummond)

Rosa Vermelha
(Théo Drummond)

Quando a rosa vermelha se acabou
e eu me lembrei quão bela tinha sido,
percebi que meu peito começou
a sentir que algo em mim tinha morrido.

A rosa cor de sangue só reinou
um curto tempo para ser vivido.
Devia durar mais do que durou,
ou seria melhor nem ter nascido.

Mas enquanto existiu, como rainha,
as pétalas abertas, rubras, cheias,
mereceu todo o amor porque era minha.

Se duvidares do que digo, creias:
herdei da rosa o que mais belo tinha;
a cor vermelho-sangue em minhas veias.

Em 100 Sonetos/ Théo Drummond, Caravansarai Editora Ltda.,
Rio de Janeiro (RJ), 2006, pág. 22.

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