Milagre de Amor (J. G. de Araújo Jorge)

Milagre de Amor
(J. G. de Araújo Jorge)

Que importa, meu amor, a poesia que tanto
te preocupa porque eu a fiz antes de ti?
Hoje… para não ver os teus olhos em pranto
por Deus que eu rasgaria os versos que escrevi…

Hoje, já não são meus… Como que por encanto
estes versos que fiz, que sonhei, que vivi,
são estranhos que seguem cantando o meu canto
a falarem de um velho mundo, que esqueci…

De repente a mudança é tão grande, é tamanha,
que o passado se esvai numa sombra perdida,
e a minha própria voz me soa falsa e estranha…

Ó milagre de Amor… (Que por louco me tomem!)
Mas sinto uma alma nova em mim… tenho outra vida!
E um novo coração no peito… e sou outro homem!

Em Os mais belos poemas que o amor inspirou IV/ J. G. de Araújo Jorge,
4ª edição, Editora Rideel Ltda., São Paulo (SP), pág. 141.

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