Ah, o Amor… (J. G. de Araújo Jorge)

Ah, o Amor…
(J. G. de Araújo Jorge)

Me lembro, ah, se me lembro… Eu lembraria
por mil anos ainda o que sofri;
era angústia, era dor, era agonia,
era… meu Deus! Como sobrevivi?

Ainda ouço a tua voz — cruel e fria —
renegar todo o amor que havia em ti,
ou pelo menos, que eu julguei que havia,
até… aquele instante em que te ouvi.

Depois, depois… E só eu sei o quanto
cego e faminto atropelei meus passos,
e quanta vez me vi no próprio espanto;

só eu sei… Mas voltaste… Ah, a mulher…
Ah, o amor… Fecho os olhos, abro os braços!
… Que seja tudo como Deus quiser!

Em Os mais belos poemas que o amor inspirou IV/ J. G. de Araújo Jorge,
4ª edição, Editora Rideel Ltda., São Paulo (SP), pág. 167.

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