A Imortalidade do Soneto (J. G. de Araújo Jorge)

A Imortalidade do Soneto
(J. G. de Araújo Jorge)

Soneto: como a fênix renascida
— mitológico pássaro da lenda —
no coração do poeta, a morte e a vida
ressurges em onírica legenda.

A tua forma ideal foi concebida
para servir de preito ou de oferenda;
— flor de graça e mistério, recolhida
em que “jardins suspensos”? — canto e prenda.

Permaneces de pé, imorredouro,
como uma fênix, mas de penas de ouro
que num milagre eterno se recria,

sempre cantando, sempre renascendo,
queimada, — mas os séculos vencendo —
para a glória do amor a da poesia!

Em Os mais belos poemas que o amor inspirou IV/ J. G. de Araújo Jorge,
4ª edição, Editora Rideel Ltda., São Paulo (SP), pág. 174.

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